terça-feira, 27 de julho de 2010

Hoje estou...

A tristeza é um sentimento que nos procura e ocupa muitas vezes. Podemos ficar tristes por palavras ou actos de alguém, pela miséria doutra pessoa, por um desastre ou cataclismo, por uma imensidade de coisas.

Mas algumas vezes ficamos tristes sem saber porquê, sentimo-nos tristes e não conseguimos identificar a origem dessa tristeza. Talvez seja uma data de pequenas coisas somadas, ou algo que nos tocou e não nos recordamos.

Hoje estou assim, estou triste, e não sei porquê.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Meu grande problema...

O grande problema de estarmos sós é termos que nos aturar a nós mesmos, de termos que enfrentar os nossos defeitos. Porque quando estamos sós as piores coisas baloiçam à nossa frente, deixam-se ser digeridas pelas bocas da auto-avaliação, pelos ácidos da consciência. E os produtos dessa digestão infectam-nos a boa disposição e o optimismo. Quando estamos com alguém, a conversa, a discussão e a presença de uma outra aura, fazem submergir os pensamentos maus, as recriminações, as atitudes negativas e negativistas, que acabam por ficar no fundo do mar, presas por âncoras de risos e conversas profundas ou de nada.

Eu não gosto de conversas de nada. Às vezes prefiro estar só do que estar a fazer uma conversa sem valor, de circunstância, sobre a roupa daquele e o comportamento do outro. Mas hoje não. Hoje queria estar com alguém que não me lembrasse de como eu não sou perfeita, de como eu não acredito em mim, alguém que me mostrasse que sou capaz de estar só sem me auto-flagelar, que sou capaz de me divertir com as coisas que me passam pela cabeça.



Em vez disso, estou para aqui a me corroer com memórias tristes e a me aperceber que afinal só eu preciso realmente de mim, por isso o melhor é contar comigo e dar-me ouvidos nestes momentos de solidão.

Há dias assim

… em que o certo é tingido pelo errado

… em que a razão rouba pontos à ilusão

… em que a estrada já traçada, ganha atalhos irregulares

… em que o tempo teima em parar num passado que se quer longe

… em que a tristeza nos rouba o sorriso

… em que o nosso mundo parece estar, simplesmente, virado do avesso.



Eu sei que há dias assim … mas não me obriguem a aceitá-los!